Teoria psicanalítica e seus impasses:
Continuidade evolutiva X ruptura
Lógica interna determina rearticulações e redefinições dos conceitos teóricos a partir de impasses teóricos. (ex: a Interpretação dos Sonhos)
A psicanálise é uma rede conceitual complexa que inviabiliza a causalidade e a linearidade.
O objeto da psicanálise é o inconsciente que foi muito criticado tanto pela ciência quanto pela filosofia. Respondendo a tais criticas Freud afirmou que seu principal interesse era definir o conjunto de características e operações específicas do inconsciente, ao invés de provar sua existência.
Momentos teóricos e concepção de inconsciente exigida pela conceituação clínica vigente.
Teoria do trauma/sedução – sexualidade concebida biologicamente em conflito com uma rígida moral, “secretamente” lasciva.
Descoberta da sexualidade infantil – teoria de repressão externa a uma sexualidade auto-erótica e pré-genital
Édipo empírico – teoria da repressão internalizada a uma sexualidade essencialmente incestuosa
Édipo estrutural – teoria da constituição do sujeito em obediência a um antagonismo pulsional que o transcende.
Fantasia X Trauma (factual)
O trauma pode acontecer, mas não é obrigatória sua presença na constituição psíquica do sujeito. Já, a fantasia é obrigatória e atua como substitutiva do trauma.
Impasse epistemológico de Freud:
Filiação ao campo científico (positivismo – biologia das pulsões)
X
Polissemia do discurso (associação livre – metapsicologia)
Laplanche e Pontalis consideram a mitologia freudiana (Totem e Tabu) como uma necessidade de provar cientificamente a concepção estrutural de inconsciente. O auto- erotismo decorre da perda do primeiro objeto (figura materna), e a emergência do desejo deverá ser considerada a conseqüência imediata da falta resultante.
Lévi-Strauss reconhece que o Mito da Horda Primitiva se restringe ao campo do social, concordando que a proibição do incesto é a fronteira entre natureza e cultura, mas discordando de Freud no que tange a constituição do sujeito.
Lacan compreende que a Fantasia é primária e que ao entrar em contato com a realidade produzirá a estrutura psíquica do sujeito. Tem orientação metafísica que promove a fantasia ao estatuto de imaginário, consubstancial ao próprio inconsciente. Também situa a falta antes da experiência vivenciada pelo sujeito.
Klein reducionismo biologizante – Fantasia sendo subproduto da pulsão indiferenciada de instinto. Reincidência interminável, em todo e qualquer comportamento, de uma razão ultima vinculada a satisfação de necessidades orgânicas.
A fantasia é autônoma tanto em relação ao substrato corporal como perante as relações interpessoais.
O mito é usado por Freud como saída para o impasse entre causalismo biológico e metafísica estruturalista.
Agosto/2010 - Elaborado por Diego Penha e Karina Bueno da Equipe de Monitores de Psicanálise - PUC/SP – Campus Barueri.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Resumo dos verbetes PULSÃO, PULSÃO DE VIDA e PULSÃO DE MORTE no DICIONÁRIO de PSICANÁLISE (Laplanche & Pontalis, 1982)
INSTINTO
INTINKT = Instinto
“Animal”. Possui alvo pré-definido. É e está ligado á uma necessidade Biológica.
Comportamento herdado próprio de uma espécie animal.
Quase idêntico em todos os indivíduos de uma espécie – Pouca variação.
Parece ter uma finalidade pré-formada no desenvolvimento e adaptado ao seu objeto.
É um estímulo aplicado à mente, sendo diferente de estímulos fisiológicos.
PULSÃO
TRIEB = força impulsionante/ Impulsionar
“Humano”. Desejo, Impulso. Possui fonte Somática (corpo) e sua meta é a satisfação. Possui um objeto alvo variável. E exerce uma pressão sobre o Individuo.
Tem alvo, tem meta, objeto e pressão.
Processo dinâmico
Processo dinâmico que consiste numa pressão ou força (carga energética) que pulsa em direção a um objetivo (ex: satisfação de um desejo)
Sua meta é suprimir o estado de tensão pulsional (satisfazer um desejo)
Uma pulsão tem sua fonte em uma excitação corporal (estado de tensão)
Dois tipos de excitação:
Excitação interna: aqui o organismo está submetido e tem de descarregar em conformidade com o princípio de constância.
Excitação externa: das quais o individuo pode fugir ou delas se proteger, mas ao lado destas existem fontes internas portadoras constantes de um afluxo de excitação a que o organismo não pode escapar e que é fator propulsor do funcionamento do aparelho psíquico. (Recalque, Sublimação, etc..)
Os 4 elementos para a noção de pulsão:
FONTE = numa excitação corporal (estado de tensão).
ALVO = suprimir o estado de tensão que reina na fonte pulsional.
OBJETO = é no objeto ou graças a ele que a pulsão pode atingir o seu alvo.
PRESSÃO = força, exigência de trabalho imposta ao aparelho psíquico.
Em Freud a teoria das pulsões se mantém sempre dualista: pulsões sexuais X pulsões do EGO, primeiramente e pulsões de vide X pulsões de morte, posteriormente.
PRIMEIRA TEORIA PULSIONAL
Pulsões Sexuais (capacidade de alterar finalidade e também de substituir uma satisfação pulsional por outra.)
X
Pulsões do ego ou de Auto-conservação (necessidades á conservação do indivíduo capacidade de alterar finalidade e também = fome e alimentação de substituir uma satisfação pulsional por outra.)
SSEGUNDA TEORIA PULSIONAL
Pulsão de vida X Pulsão de morte
Pulsão de vida (pulsão sexual+Autoconservação):
Designada pelo termo “Eros”.
Abrangem não apenas as pulsões sexuais propriamente ditas, mas ainda as pulsões de auto conservação.
A meta de Eros é instituir unidades cada vez maiores e, portanto, conservar.
Pulsão de morte:
Tende para a redução completa das tensões, isto é, tende a reconduzir o ser vivo ao estado anorgânico (‘repouso absoluto’).
Voltada ao interior: tende a autodestruição;
Voltada ao exterior: manifesta-se sob a forma da pulsão de agressão ou de destruição.
A meta da pulsão de morte é dissolver agregados, e assim destruir as coisas.
Agosto/2010 - Elaborado por Diego Penha e Karina Bueno da Equipe de Monitores de Psicanálise - PUC/SP – Campus Barueri.
INTINKT = Instinto
“Animal”. Possui alvo pré-definido. É e está ligado á uma necessidade Biológica.
Comportamento herdado próprio de uma espécie animal.
Quase idêntico em todos os indivíduos de uma espécie – Pouca variação.
Parece ter uma finalidade pré-formada no desenvolvimento e adaptado ao seu objeto.
É um estímulo aplicado à mente, sendo diferente de estímulos fisiológicos.
PULSÃO
TRIEB = força impulsionante/ Impulsionar
“Humano”. Desejo, Impulso. Possui fonte Somática (corpo) e sua meta é a satisfação. Possui um objeto alvo variável. E exerce uma pressão sobre o Individuo.
Tem alvo, tem meta, objeto e pressão.
Processo dinâmico
Processo dinâmico que consiste numa pressão ou força (carga energética) que pulsa em direção a um objetivo (ex: satisfação de um desejo)
Sua meta é suprimir o estado de tensão pulsional (satisfazer um desejo)
Uma pulsão tem sua fonte em uma excitação corporal (estado de tensão)
Dois tipos de excitação:
Excitação interna: aqui o organismo está submetido e tem de descarregar em conformidade com o princípio de constância.
Excitação externa: das quais o individuo pode fugir ou delas se proteger, mas ao lado destas existem fontes internas portadoras constantes de um afluxo de excitação a que o organismo não pode escapar e que é fator propulsor do funcionamento do aparelho psíquico. (Recalque, Sublimação, etc..)
Os 4 elementos para a noção de pulsão:
FONTE = numa excitação corporal (estado de tensão).
ALVO = suprimir o estado de tensão que reina na fonte pulsional.
OBJETO = é no objeto ou graças a ele que a pulsão pode atingir o seu alvo.
PRESSÃO = força, exigência de trabalho imposta ao aparelho psíquico.
Em Freud a teoria das pulsões se mantém sempre dualista: pulsões sexuais X pulsões do EGO, primeiramente e pulsões de vide X pulsões de morte, posteriormente.
PRIMEIRA TEORIA PULSIONAL
Pulsões Sexuais (capacidade de alterar finalidade e também de substituir uma satisfação pulsional por outra.)
X
Pulsões do ego ou de Auto-conservação (necessidades á conservação do indivíduo capacidade de alterar finalidade e também = fome e alimentação de substituir uma satisfação pulsional por outra.)
SSEGUNDA TEORIA PULSIONAL
Pulsão de vida X Pulsão de morte
Pulsão de vida (pulsão sexual+Autoconservação):
Designada pelo termo “Eros”.
Abrangem não apenas as pulsões sexuais propriamente ditas, mas ainda as pulsões de auto conservação.
A meta de Eros é instituir unidades cada vez maiores e, portanto, conservar.
Pulsão de morte:
Tende para a redução completa das tensões, isto é, tende a reconduzir o ser vivo ao estado anorgânico (‘repouso absoluto’).
Voltada ao interior: tende a autodestruição;
Voltada ao exterior: manifesta-se sob a forma da pulsão de agressão ou de destruição.
A meta da pulsão de morte é dissolver agregados, e assim destruir as coisas.
Agosto/2010 - Elaborado por Diego Penha e Karina Bueno da Equipe de Monitores de Psicanálise - PUC/SP – Campus Barueri.
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